Você não precisa pagar para desenhar jogadas de basquete. Mas precisa saber o que a versão gratuita deixa de fora, porque o limite que você descobre na terceira semana irrita mais do que o preço que você viu na primeira.
Os três tipos de grátis
Uma prancheta gratuita. Uma quadra em que você desenha no navegador, muitas vezes sem conta. É rápida e não custa nada. A maioria não salva um playbook animado, então é uma ferramenta de desenho, não uma biblioteca.
O plano gratuito de uma ferramenta paga. A empresa limita, normalmente pelo número de jogadas ou de playbooks, e espera que você cresça além dele. É o tipo mais comum, e pode ser muito bom se o limite combinar com quantas jogadas você usa.
Um teste com prazo. É grátis por um período e depois trava. Trate como teste, seja qual for o nome que a página dá.
Os limites que importam
- Jogadas salvas. Se você usa dez jogadas e o plano gratuito salva cinco, a decisão já está tomada.
- Playbooks e times. Um playbook serve para um time, mas é desajeitado para um técnico com duas categorias.
- Compartilhamento. Um jogador consegue abrir uma jogada por um link sem conta? Um plano gratuito que bloqueia o compartilhamento serve pouco para um time.
- Vídeo e exportação. Confira a resolução e se aparece marca d’água nos clipes que você manda para os pais.
- Recursos de equipe. Deixar assistentes editarem, ou escolher quais jogadas os jogadores veem, costuma ficar para um plano de equipe pago.
- Onde ficam os dados. Uma ferramenta gratuita também guarda as suas jogadas. Confira se você consegue exportá-las.
O que um plano gratuito deveria fazer
No mínimo: desenhar uma jogada de três fases, reproduzi-la, salvá-la e compartilhar um link que um jogador consiga abrir no celular. Se faz essas quatro coisas, dá para passar uma temporada com ele. Se não faz, é uma demonstração.
Um teste rápido
- Desenhe uma das suas próprias jogadas.
- Salve, feche a aba e abra de novo.
- Mande o link para alguém que nunca usou a ferramenta e peça que abra no celular.
- Procure o limite de jogadas salvas e veja o que uma marca d’água cobriria.
Quinze minutos com uma jogada de verdade dizem mais do que qualquer página de comparação, inclusive esta.
Quando o grátis basta
Se você treina um time, usa um punhado de jogadas e compartilha links com os jogadores, um plano gratuito pode durar a temporada inteira. Pague quando um limite custar algo concreto, e não antes.
Três técnicos, três respostas diferentes
A ferramenta gratuita certa depende do que você treina, então aqui vão três situações comuns.
O técnico voluntário de base com um time. Você usa seis ou sete jogadas e precisa que fiquem claras para crianças de onze anos. Um plano gratuito com limite de cinco a dez jogadas pode bastar para a temporada inteira. O que importa é que os jogadores consigam abrir um link no celular sem conta, porque muitos pais não vão se cadastrar em nada. Não pague até realmente faltar espaço.
O técnico de escola com time principal e time B. Você usa vinte ou trinta jogadas, divididas entre dois times, e um assistente precisa editar. Um limite de jogadas salvas vai pegar já no primeiro mês, e um único playbook não comporta os dois times. Aqui o plano gratuito é um jeito de testar a ferramenta, e a pergunta de verdade é o preço do plano de equipe.
O técnico que precisa principalmente de uma prancheta. Você desenha jogadas no pedido de tempo e quer uma cópia limpa para a pasta. Uma prancheta web gratuita que exporte uma imagem ou um PDF basta. Você não precisa de contas, animação nem biblioteca.
Se não tiver certeza de qual é o seu caso, conte as jogadas que usou na temporada passada. Esse número responde quase toda a pergunta.
Sinais de alerta num plano gratuito
- Uma página “grátis” que pede cartão. Grátis não deveria precisar de dados de pagamento. Se precisa, é teste.
- Um limite que você só vê quando bate nele. Os limites deveriam estar escritos na página de preços, não ser descobertos no meio do treino.
- Nenhuma forma de exportar. Se as suas jogadas só existem dentro do app, o plano gratuito é um empréstimo, não um presente.
- Compartilhamento só pagando. Um diagrama que você não pode mandar para os jogadores é um desenho para você mesmo.
- Uma marca d’água que você não consegue avaliar. Veja uma antes de se comprometer, porque algumas são discretas e outras cobrem metade da quadra.
- Uma política de privacidade que não fala de menores. Times de base são feitos de crianças. Uma ferramenta que guarda os dados delas deveria dizer como.
Perguntas antes de montar uma biblioteca
Antes de passar uma noite cadastrando trinta jogadas, pergunte cinco coisas à ferramenta, ou ao site dela:
- Quantas jogadas e playbooks posso manter de graça?
- Posso exportar tudo, num formato que eu consiga abrir em outro lugar?
- Um jogador consegue abrir uma jogada sem conta?
- O que acontece com as minhas jogadas se eu parar de usar a ferramenta?
- Onde ficam os meus dados, e quem pode vê-los?
Se uma ferramenta responde às cinco com clareza, ela respeita você. Se desvia de duas, pense duas vezes.
O que você perde ficando só com a prancheta
Uma prancheta comum é uma boa ferramenta, e para diagramas avulsos você perde muito pouco. O que você perde é memória e movimento: nada fica salvo entre as sessões de um jeito que os jogadores possam abrir de novo, e o timing de uma jogada não aparece. Se você se pega redesenhando a mesma jogada pela terceira semana seguida, está pagando a ferramenta gratuita com tempo em vez de dinheiro, e uma jogada salva com link de compartilhamento é a solução mais barata.
Faça um backup mesmo assim
Seja o que for que você use, guarde suas melhores jogadas num lugar que você controla. Uma pasta de PDFs ou imagens exportadas, atualizada no fim de cada mês, leva cinco minutos e faz com que uma ferramenta que fecha ou muda de preço custe um fim de semana, e não uma temporada. É o hábito mais útil para qualquer técnico que monta um playbook digital.
Quando o grátis deixa de bastar
Você vai saber que é hora de pagar quando uma destas coisas acontecer duas vezes: você não consegue salvar uma jogada que quer, um jogador não consegue abrir algo que você mandou, ou você exporta um vídeo e queria que estivesse mais limpo. Até lá, grátis é o preço certo. Quando acontecer, compare os planos pagos com as mesmas perguntas de cima, e não pela lista de recursos, e escolha o que remove o limite em que você realmente bateu.
Onde o SlongeHoops entra
O SlongeHoops tem um plano gratuito que inclui o editor, a biblioteca de jogadas pronta, a visão isométrica, links de compartilhamento que abrem sem conta, quizzes gerados a partir da jogada e vídeo em 720p com uma pequena marca d’água. As jogadas salvas são limitadas a quatro no plano gratuito, então um técnico que usa muitas jogadas vai bater nesse limite primeiro. Os planos pagos começam em US$ 7 por mês. Nós fazemos o app, então confira os limites na página de preços e teste com uma das suas jogadas.
Perguntas
Existe um criador de jogadas de basquete realmente grátis?
Sim. Algumas pranchetas na web são gratuitas sem conta, e vários editores de jogadas têm um plano gratuito com limite de jogadas ou playbooks salvos. Os limites mudam de um para outro, então leia antes de montar uma biblioteca.
Qual é o porém dos editores de jogadas gratuitos?
Normalmente um limite de jogadas salvas, uma marca d'água ou menor qualidade no vídeo exportado, e recursos de equipe como o acesso dos jogadores reservados aos planos pagos. O limite é o que surpreende os técnicos na terceira semana.
Os criadores gratuitos deixam compartilhar com os jogadores?
Muitos deixam, mas veja se os jogadores precisam de conta e se você pode compartilhar uma jogada só ou apenas um playbook inteiro.
Quando devo pagar?
Quando um limite do plano gratuito custar algo concreto, como uma jogada que você não consegue salvar ou jogadores que não conseguem abrir um link. Se você nunca bater em nenhum, continue no grátis.