Um pivô que vem atrás da jogada faz um bloqueio direto para o armador que sobe com a bola. Isso acontece antes de a defesa ter encontrado as suas marcações, normalmente em algum ponto entre a linha de três e o topo.
Por que os técnicos usam
A transição é onde as defesas estão piores, e um drag as obriga a resolver um jogo a dois enquanto ainda estão organizando quem marca quem. Você não está pedindo à defesa para marcar uma ação melhor do que na meia quadra. Está pedindo para marcar a mesma ação um segundo e meio cedo demais.
Ele também não precisa ser chamado. Um pivô que vem atrás e sabe que deve fazer o drag sempre que ninguém o parou está rodando o seu ataque sem jogada. Para um time jovem, essa costuma ser a coisa mais produtiva que você pode implantar.
O espaçamento faz o resto. Alas que disparam até os cantos afastam a ajuda de baixo de quem rola, então a infiltração tem espaço mesmo que o bloqueio seja ruim.
Como se defende
Na transição tudo é mais difícil. O ICE é quase impossível, porque o bloqueio acontece no meio da quadra e não num dos lados. Por isso a troca é a resposta comum, e é também por isso que os drags tantas vezes viram slip ou ghost.
A maioria dos times usa o drop como padrão e aceita o arremesso puxado do drible, com os defensores das alas correndo primeiro de volta para o garrafão e se encaixando depois. Se os cantos estiverem ocupados, esse drop precisa cobrir muito terreno.
Dois drags em sequência formam um double drag, e o problema da defesa se multiplica.