Uma jogada que ninguém viu antes do treino custa dez minutos de treino. Fazê-la chegar ao celular dos jogadores na noite anterior é a melhoria mais barata que a maioria dos times pode fazer. Aqui estão as formas de costume, e onde cada uma falha.
1. Foto do quadro
De graça, na hora, e todo mundo sabe fazer. Mas perde o timing, então o jogador vê onde as pessoas terminam e não quando se movem, e uma foto borrada de um diagrama feito com caneta é difícil de ler aos doze anos.
Funciona para um lembrete pontual. É um jeito ruim de ensinar uma jogada com bloqueio.
2. PDF ou folha impressa
Uma folha limpa numa pasta ainda tem seu lugar. Os jogadores podem fazer anotações, e funciona com o celular descarregado. Mas ela é estática, e uma jogada que muda depois do primeiro coletivo significa imprimir de novo.
Use para o banco e para a comissão técnica. Para os jogadores, use algo que se mexa.
3. Um link compartilhado para a jogada
É o formato em que a maioria dos técnicos fica depois de experimentar. Um link abre no navegador, então não há nada para instalar, e você pode corrigir um erro na jogada sem mandar um arquivo novo.
O que conferir:
- Abre sem conta.
- Mostra a jogada, não o seu playbook inteiro com rascunhos e notas de scout.
- Funciona num celular antigo com conexão fraca.
- Dá para mandar uma jogada só com uma observação.
4. Vídeo exportado
Um clipe curto é o que o jogador mais facilmente revê, e os jogadores estão acostumados com vídeo. Ele também cabe onde os jogadores já estão, como o grupo do time ou um story.
A desvantagem é que o vídeo é uma imagem fixa. Se a jogada muda, você exporta de novo. É melhor para um clipe de ensino caprichado, e menos para um rascunho que você ainda está ajustando.
5. Quizzes e perguntas
Ver uma jogada não é o mesmo que saber a jogada. Uma pergunta mostra melhor que um diagrama quem realmente aprendeu: “Você é o 4. Para onde você vai?” Algumas ferramentas geram essas perguntas a partir da própria jogada. Se a sua não gera, faça a pergunta no começo do treino e veja quem hesita.
Compartilhando com menores: uma checklist curta
A maioria dos times de base é formada por jogadores com menos de dezesseis anos, e alguns hábitos evitam problemas.
- Compartilhe a jogada, não o elenco. Uma jogada não precisa de nomes de jogadores. Se o link ou o arquivo mostra nomes, pergunte-se por quê.
- Prefira links que não peçam dados pessoais do jogador. Uma conta com e-mail e data de nascimento é mais dado do que um diagrama precisa.
- Libere de forma deliberada. Mantenha rascunhos e scout separados do que os jogadores podem ver.
- Saiba onde fica guardado. Se a sua ferramenta guarda dados do time, descubra quem pode vê-los e onde ficam antes de um pai ou mãe perguntar.
- Avise os pais uma vez. Um recado curto no começo da temporada sobre como você compartilha as jogadas evita a maioria das perguntas depois.
Uma rotina que funciona
Escolha uma jogada por semana. Mande o link na noite anterior com uma frase sobre o que observar. Abra o treino pedindo a um jogador que a explique, e execute uma vez em velocidade de caminhada. Depois acrescente a próxima jogada.
O que escrever na mensagem
A mensagem em volta da jogada importa tanto quanto a jogada. Um link sem contexto ganha um joinha e nenhuma visualização. Três linhas funcionam melhor:
- O que é. “Horns Spain, a nossa primeira jogada depois de pedido de tempo.”
- O que observar. “Vejam onde o 5 faz o segundo bloqueio.”
- O que você vai perguntar. “No treino vou perguntar ao 2 para onde ele vai na fase 3.”
Seja breve, mande num horário em que os jogadores leem mensagens (não à meia-noite) e mande uma jogada, não o livro inteiro. Um jogador que recebe uma jogada e uma pergunta muitas vezes abre. Um jogador que recebe vinte jogadas e nenhuma pergunta não abre nenhuma.
Jogadores que faltam ao treino
Sempre tem alguém doente, machucado ou viajando. Um link que você pode reenviar é a forma mais barata de recuperar: mande as jogadas que ele perdeu com as mesmas três linhas e faça a pergunta quando ele voltar. Também ajuda o jogador que está no ginásio mas parado por lesão, porque ver uma jogada três vezes do banco é aprendizado de verdade.
Fins de semana de torneio
Num fim de semana de torneio você não tem treino e há pouco tempo entre os jogos. Compartilhe na noite anterior as jogadas prováveis do próximo adversário e as suas duas ou três jogadas principais, e tenha uma folha impressa para o banco para que um celular descarregado não pare você. Aqui, um link que carrega rápido com a conexão fraca do ginásio importa mais do que qualquer recurso extra.
Para a comissão: uma versão só da verdade
Quando vários técnicos desenham jogadas, você acaba com três versões da mesma. Decida quem é o dono de cada jogada, coloque as versões finais num só lugar e peça à comissão que compartilhe links de lá, não cópias. O objetivo é simples: quando um jogador disser “do jeito que o técnico mostrou”, todos os técnicos estão falando da mesma coisa.
O que os pais perguntam
Os pais costumam fazer as mesmas poucas perguntas, e ter uma resposta curta pronta economiza tempo:
- O que é isto? O diagrama de uma jogada para o jogador revisar em casa.
- Precisamos de conta? Se você escolheu uma ferramenta em que os jogadores não precisam, diga isso, porque muitos pais vão perguntar.
- Isso é compartilhado com mais alguém? Diga o que você compartilha, e que não compartilha nomes.
- Eles conseguem ver jogadas de outros times? Só se você liberar. Mantenha rascunhos e scout fora do que os jogadores veem.
Um recado simpático de duas linhas no começo da temporada, com as mesmas palavras todo ano, evita a maioria dessas perguntas.
Com que frequência compartilhar
Mais não é melhor. Uma jogada nova por semana dá aos jogadores tempo para aprender e a você tempo para perguntar sobre ela. No começo da temporada dá para ir mais rápido, porque os jogadores têm pouco a desaprender. No fim da temporada, mande uma revisão de uma jogada antiga antes de mandar uma nova, para a base continuar afiada. Repare em quem abre o link, se a sua ferramenta mostrar, e converse com os jogadores que nunca abrem, porque normalmente é um problema de celular ou de hábito, não de motivação.
Erros a evitar
- Compartilhar o playbook inteiro de uma vez. Sobrecarrega os jogadores e revela os seus rascunhos.
- Mandar um print de um print. Cada cópia perde detalhe e timing.
- Nunca conferir se abre. Abra você mesmo cada link num celular antes de mandar.
- Mudar uma jogada depois de compartilhar sem avisar ninguém. Se a versão muda, diga, senão metade do time vai executar a antiga.
- Tratar o compartilhamento como o fim. Compartilhar é o começo. O aprendizado acontece no treino, quando você faz a pergunta.
Onde o SlongeHoops entra
O SlongeHoops cria um link de compartilhamento que abre uma visualização sem conta e sem instalação, exporta vídeo como reel, clipe quadrado ou em paisagem, e tem quizzes para jogadores gerados a partir da jogada. No plano de equipe você escolhe quais jogadas os jogadores podem ver. Nós fazemos o app, então leve isso em conta ao ler, e aplique a checklist acima ao que você escolher.
Perguntas
Qual é o jeito mais fácil de compartilhar uma jogada com os jogadores?
Um link que abra no navegador do celular sem conta nem instalação. Se os jogadores precisarem se cadastrar antes, muitos não vão olhar antes do treino.
Mando um PDF ou um link?
Um PDF é bom para imprimir e para a pasta do banco. Um link é melhor para tudo o que é animado, e pode ser atualizado sem reenviar um arquivo.
É seguro compartilhar jogadas com menores de idade?
Compartilhe só a jogada, sem nomes nem contatos, e prefira links que não peçam dados pessoais do jogador. Se a sua ferramenta guarda nomes de jogadores, confira quem pode vê-los e o que diz a política de privacidade.
Como garanto que os jogadores realmente olhem a jogada?
Mande uma jogada de cada vez com uma frase sobre o que observar, e faça uma pergunta sobre ela no começo do treino. Um playbook inteiro jogado no grupo do time costuma ficar sem ser aberto.